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Meu novo livro está chegando

Olá leitores! Em breve voces terão o meu mais recente romance. Estou trabalhando para tudo dar certo e  o livro "sair do forno" com qualidade . Ao meu lado uma equipe cuida de muitos detalhes. O processo de criação é uma fase bonita mas exige um pouco mais de atenção.  Em breve poderei dar mais detalhes. Por enquanto posso dizer que se trata de um romance. Uma estória de amor baseada em fatos reais. Boa noite!

O nosso futuro era um caderno de cem folhas

Nos últimos anos tive a sorte de reencontrar amigos de infância e juventude e pude viver uma das emoções mais bonitas que já tive: voltar ao passado mesmo com o corpo e a mente de hoje. V oltei àquele tempo onde os nossos sonhos não eram condicionados pela realidade, os nossos sorrisos eram fáceis e costumeiros, as nossas tardes eram longas e divididas em horas de estudos primeiro e depois as brincadeiras. Era um tempo em que o relógio não nos comandava. O tempo era um horizonte azul, com lago cristalino e vento suave. Nesses reencontros descobri coisas minhas que já nem me lembrava mais. E levei os amigos de infância a fazerem o mesmo. Fazer amizade naquela idade era diferente. A gente partia do que estava ali , ao nosso lado, do que éramos naquele então. A nossa fantasia poderia ser realidade.  A gente não sabia nem o que era a realidade mas isso não era um empecilho. Era uma fase da vida de enca n tamento, de troca. O nosso futuro era um caderno de...

Peça teatral - O homem do subsolo de Dostoiévski

A dica para esse final de domingo é a peça que está em cartaz no Sesc de Copacabana: O homem do Subsolo. A peça é baseada no livro de Fiodor Mikhailovich Dostoiévski e tem como protagonista o nosso querido Cacá Carvalho. O homem no subsolo de si mesmo, que luta contra a doença do fígado que o deixa amargo traz reflexões profundas sobre o ser. Ninguém vai sair do teatro amargurado, fiquem tranquilos. A viagem pessoal sobre o que nos amargura tem volta e  Como o próprio autor dizia:" O segredo da existência não consiste somente em viver, mas saber para que se vive." Bom espetáculo e boa semana leitores!

O Rio de Janeiro está se perdendo?

O Rio de Janeiro está se perdendo? Diante dos nossos olhos. De um lado a cidade de beleza exuberante. Do outro um caos misturado às várias tentativas de tudo dar certo. Estamos nos acostumando a esse vandalismo? Agradecemos ao ladrão por ter levado tudo e ter nos deixado o nosso bem maior, a nossa vida.  Então os que nos deixam vivos podem continuar praticando esse ato? Estamos assustando os nossos visitantes que voltam para o país de origem sem um membro da família ou com uma cicatriz no corpo e outro na alma. Não podemos mais andar de bicicleta na Lagoa. Em outros bairros as lagoas são poluídas e as pessoas não conseguem andar sequer a pé, há muito tempo.  Intimidação moral também é violência. Somos violentos quando não damos passagem no trânsito, quando o motorista não respeita a faixa, quando interrompemos uma pessoa que está dando informação a outra “só para fazer uma pergunta”, quando fingimos não ver que alguém precisa do elevador, quando achamo...

Sobre nós mesmos!

Conversando com minha amiga de infância, Wania Marques , sobre a memória comecei a refletir sobre a força da nossa estória pessoal em nossas vidas. Minha amiga me dizia: “ Se escrevemos um livro a nossa estória se perpetua porque outros a conhecerão. Caso contrário o conhecimento, as nossas experiências, morrem conosco.”  O fim talvez seria isso? Excluir dos demais, que continuam a ciranda da vida, o que nós temos em nosso ser? Alguém poderá dizer que as redes sociais já fazem isso muito bem porque todos os dias milhões de pessoas no mundo dividem momentos. De todo modo o que me refiro aqui não está relacionado somente aos nossos eventos na sociedade. Estou falando sobre a tessitura do que somos. Não é uma foto de um brinde com amigos e parentes ou um selfie com o Coliseu atrás de nós. Refiro-me ao cerne de nós mesmos, que determina os nossos brindes, as nossas fotos, as viagens, as nossas decisões, enfim, as nossas escolhas. O que somos influencia o que fazemos...

"Sou do tamanho do que vejo. E não do tamanho da minha altura"

O autor da frase é Fernando Pessoa (Alberto Caeiro). Ela faz parte de um lindo poema que releio constantemente e do qual gosto muito. Poemas são verdadeiros bálsamos para as nossas almas.  Estou lendo nesse momento. Antes de dormir é um ritual para mim: ler, ler e ler. Passo o dia a limpo sob a inspiração de algumas páginas. Resolvi dividir esse momento com voces leitores. A literatura pode nos ajudar a sermos pessoas maiores. Quem define o nosso tamanho é a gente mesmo. Nesse final de semana façam uma lista com algumas decisões sobre o quanto voces desejam crescer enquanto pessoa.  Depois disso busquem um poema ou uma poesia para "irrigar" o solo criativo. Se alguém disser que voces estão loucos concordem com ele.  Depois disso cantem com Raul Seixas : " Eu prefiro ser essa metamorfose ambulante/ Do que ter aquela velha opinião formada sobre tudo. " Afinal,  crescimento e mudança andam de mãos dadas. Bom final de semana!

A escrita

Carla Faour, Rita Elmôr e eu vivemos uma trajetória muito bonita e criativa. Nos encontrávamos aos sábados para escrever juntamente com outros colegas durante um ano. Foi um exercício intenso de desconstrução e criamos o Núcleo de Dramaturgia. A palavra é a matéria prima de um ofício que nos faz pensar sobre o melhor modo de dizer algo. Estórias que se completam,  tramas que se interceptam. Saudades dos nossos encontros.