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O mundo não é para os que ficam sentados









A mania de ler tem origem na minha infância, voces sabem. Durante os anos nos quais passei viajando tive que aprender a conviver com outras culturas mas também aprendi a ficar comigo mesma. Eu sempre acreditei no amor e na força do pensamento positivo. Isso porque quando eu ainda era pequena comecei a ler muitos livros sobre o tema e, entrei no jogo da positividade, sem tirar os pés do chão. Ter os pés no chão é saber o que ocorre ao nosso redor,  saber sobre os perigos e mazelas que as sociedades, infelizmente, possuem. Mas se colocarmos o nosso coração também no chão a lucidez passa a ter outro nome: medo.

Ter os pés no chão e o coração sintonizado num estado de positividade não significa ficar trancado dentro de casa, refém das últimas notícias, refém de uma situação que não conseguimos modificar. Todos nós morreremos um dia, mas antecipar isso, colocando uma couraça de defesa em torno de nós, talvez seja um caminho arriscado. Viver na defensiva é cansativo.

E qual seria a receita para viver plenamente? Buscar a plenitude dentro de nós mesmos, em gestos pequenos e possíveis ou nos entregarmos à sorte diária? Não tenho a resposta. Talvez sejam muitas respostas que possam nos ajudar. Formular as perguntas já é muito bom.

Tudo muda a todo instante. O mundo não é para os que ficam sentados. É necessário ir apesar de. Vamos tentar jogar esse jogo sem tirarmos os nossos pés do chão. Vamos usar a riqueza do nosso subconsciente para extrair a nossa força maior: aquela que deixa a lucidez com cores bonitas. Não precisamos ser lunáticos nem deprimidos. Olha aí o tal do caminho do meio de novo.



Boa noite leitores!

P. S. A foto publicada me foi enviada por uma amiga que mora na China.
Resolvi homenageá-la aqui. 

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